sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sexualidade na sala de Aula


Falar da sexualidade nem sempre é fácil, geralmente acabamos falando sobre
atos sexuais, funções do corpo humano, métodos anticoncepcionais, prevenção de
doenças... Falar da sexualidade não como uma questão pessoal e privada, mas
como uma produção histórica, uma questão social e política, na qual se exercem
relações de poder, é a perspectiva deste estudo.
A fim de problematizar o entendimento da sexualidade como uma essência
manifestada pelos processos biológicos do corpo e refletir sobre a sexualidade como
uma construção histórica e cultural constituída nas experiências de vida das
pessoas, entre elas as vivenciadas nos espaços escolares, no ano de 2000 foi
realizado o projeto “Discutindo e refletindo sexualidade-AIDS com professores/as
das séries iniciais do Ensino Fundamental” (Ribeiro, 2002).
A implementação deste projeto possibilitou a emergência, em 2001, do Grupo
de Pesquisa Sexualidade e Escola que vem investigando práticas relacionadas à
sexualidade no espaço escolar na tentativa de compreender como as mesmas
atuam na constituição das identidades de gênero e sexuais, das configurações
familiares, do prazer, do desejo, das DST/AIDS... O Grupo é composto por
pesquisadoras e bolsistas de iniciação científica da Fundação Universidade Federal
do Rio Grande e professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental da rede
escolar (pública e particular) do município do Rio Grande.
O Grupo de Pesquisa vêm discutindo algumas questões em relação à
sexualidade nas séries iniciais como: em qual série ou em que idade se deve “falar”
sobre as questões vinculadas à sexualidade e se essas fazem parte dos conteúdos
escolares. Debatemos sobre quem “pode” ou quem está “preparado” para falar
sobre essas questões. Também discutimos em torno da inclusão ou não da
educação sexual tanto no Ensino Fundamental como na Educação Infantil, pois esse
tema tem produzido polêmicas, na medida em que, enquanto alguns consideram
essas discussões estimuladoras para o exercício precoce da sexualidade das
crianças, outros, ao contrário, percebem-na muito importante, pois problematiza as
representações de masculino e feminino, o cuidado de si, as identidades sexuais,
dentre outras proposições


Pamela Camargo Santos R.A; 6451311708  Curso Pedagogia

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